Sessões

Sessão de Abertura

João Doria, governador do Estado de São Paulo

Benedito Braga, presidente da Sabesp

Marcos Penido, secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura do Estado de São Paulo

Loïc Fauchon, presidente do Conselho Mundial da Água

Christianne Dias Ferreira, diretora presidente da Agência Nacional de Águas (ANA)

Dhesigen Naidoo, CEO da Water Research Commission – WRC  

Alceu Guérios Bittencourt, presidente nacional da ABES

Tema 1 – Água, Esgoto e Saúde para todos

Sessão 1.1 – Água, Esgoto e Saúde para Todos em Áreas Periurbanas

As chamadas áreas periurbanas ocupam cada vez mais os espaços das grandes cidades, sobretudo metrópoles, localizados entre as áreas urbanas concentradas, com vias e edificações contínuas, e o limite urbano do município. São espaços marcados pela espera do desenvolvimento, que acontece a partir de novas demandas, e que, muitas vezes, encontram-se à margem dos estudos que contemplam o espaço urbano, bem como daqueles que envolvem os espaços rurais.
O crescimento dessas áreas – normalmente com baixo adensamento e ocupação tanto por domicílios como também por outros tipos de instalações – expressam forte convergência de interesses, processos e conflitos socioeconômicos, territoriais e ambientais, que oneram os gastos com a necessária expansão de infraestrutura, em especial aquelas que propiciam o abastecimento de água, o esgotamento sanitário e a saúde para todos.
É preciso fortalecer o planejamento e criar diretrizes próprias, com bases legal, institucional, econômica e técnica, capazes de propiciar o tratamento adequado destas áreas.

Sessão 1.2 – Comunidades Rurais e Isoladas

Muito se tem falado sobre saneamento rural e acesso de comunidades isoladas a serviços de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto, como um desafio na busca por “Água, Saneamento e Saúde para Todos até 2030 “- ODS 6.
Nesta sessão, discutiremos a situação do setor e as estratégias usadas para enfrentar crises, como Pandemia COVID 19, em um momento em que LAVAR AS MÃOS é o lema para combater o vírus.
Políticas em andamento e novas iniciativas serão apresentadas, por meio da determinação e compromisso dos governos e de diferentes parceiros, para implementar ações e monitorar as melhorias percebidas na saúde e no bem-estar da população em áreas rurais e comunidades isoladas.
As propostas gerais para o sucesso das ações serão discutidas: planejamento, padrão de serviço, gerenciamento operacional; eficiência financeira; mobilização social, treinamento, entre outros.

Sessão 1.3 – Áreas não regulares nas grandes cidades

Esta sessão foca em soluções para áreas não regulares (não formalizadas) dentro de cidades e metropolitanas. Nos países desenvolvidos, a taxa de urbanização é maior do que a experimentada nos países em desenvolvimento. Como resultado, os países em desenvolvimento são caracterizados por áreas não regulares em constante expansão. Essas áreas são caracterizadas principalmente por famílias pobres, altas densidades e falta de infraestrutura de serviços básicos existentes devido à falta de arranjos habitacionais formalizados. A prestação de serviços básicos, incluindo água e saneamento, é desafiadora nessas condições. As tecnologias convencionais de água e saneamento reticulado geralmente requerem escavação. A natureza não regulamentada desses assentamentos torna essa tarefa desafiadora. Para enfrentar esse desafio do mundo em desenvolvimento, são necessárias formas inovadoras de fornecer serviços básicos de água e saneamento. Esta sessão destacará maneiras inovadoras pelas quais isso foi alcançado em todo o mundo. Ao fazer isso, ajudará a entender o papel que a inovação pode desempenhar na resolução de tais desafios e difundirá aprendizados de melhores práticas que podem ser adaptados aos contextos locais.

Sessão 1.4 – Questões chaves para a busca da universalização dos serviços de saneamento

Tema 2 – Planejamento e Regulação

Sessão 2.1 – Base de Remuneração Regulatória de serviços públicos de água e saneamento: o tratamento regulamentar das PPPs, contratos de desempenho e obras / contratos de serviços tradicionais

A Base Regulatória de Ativos (BRA), também conhecida como Base Regulatória de Remuneração (BRR), constitui uma parte relevante das tarifas das concessionárias de água e saneamento. Corresponde ao montante de investimentos prudentes feitos pelos prestadores de serviços que operam sob um regime de eficiência, que são reconhecidos pelo regulador para fins de composição da base tarifária após auditoria e inspeção periódicas, consolidadas nas revisões tarifárias.
As principais abordagens utilizadas na regulamentação para determinar o valor da BRA nas Revisões Tarifárias são: i) financeiras: que buscam manter uma remuneração justa para o negócio; ii) física: que efetua a avaliação dos ativos a partir do custo técnico, cujas referências são os valores necessários para a aquisição e substituição dos ativos; e iii) composto por metodologias híbridas das duas primeiras.
Os órgãos reguladores devem garantir um ambiente estável e confiável e uma estrutura de longo prazo para atrair investimentos em água e saneamento, de acordo com o planejamento estabelecido nos planos e contratos municipais.
Esta sessão visa promover discussões sobre as melhores práticas em torno da formação da base de ativos regulatórios, considerando os diferentes tipos de compras disponíveis, como parcerias público-privadas (PPPs), contratos de desempenho e também contratos tradicionais de obras/ serviços. Temas como critérios de elegibilidade e prudência dos investimentos a serem feitos podem ser discutidos, trazendo experiências nacionais e internacionais sobre o tema.

Sessão 2.2 – Como a estrutura tarifária pode garantir o acesso universal aos serviços de água e saneamento (subsídios e tarifas sociais)

O mundo tem grandes desafios para alcançar o acesso universal ao abastecimento de água e infraestruturas de saneamento básico. Aproximadamente 2,2 bilhões de pessoas no mundo não possuem serviços de água gerenciados com segurança. No Brasil, existem cerca de 40 milhões de pessoas sem acesso à água potável e mais de 100 milhões de pessoas sem acesso à infraestrutura de esgoto. A vulnerabilidade e a baixa renda das populações da América Latina e do Caribe, associadas à existência de poucos estudos sobre métodos e conhecimentos para estabelecer tarifas e preços relacionados à água, dificultam o debate sobre esse assunto. Sem regras claras, a definição de tarifas pode apresentar assimetrias, aumentar o risco de que os preços aplicados sejam mais altos ou mais baixos do que seria possível, ou mesmo que subsídios direcionados (como tarifa social e limite de consumo) sejam inadequados. Assim, um instrumento com potencial para incentivar a universalização pode gerar distorções nas faixas de consumo e agravar a distância do acesso. O objetivo da sessão é discutir as possíveis estruturas tarifárias para o setor de água e esgoto viáveis do ponto de vista econômico e financeiro e que possam contribuir para a consecução do ODS 6. Haverá alternativas de estrutura tarifária e estratégias de subsídios para serviços de abastecimento de água e esgoto, considerando os modelos existentes de serviços de água (governamentais, privados, PPP). Ele também analisará qual seria a estrutura tarifária do saldo justo para acelerar o desenvolvimento da infraestrutura de água e esgoto e o papel das agências reguladoras para alcançar o ODS6.

Sessão 2.3 – Mecanismos de regulação para enfrentar crises devidas à escassez de água

No Brasil, existe uma separação legal entre as responsabilidades pelo gerenciamento e regulamentação do uso da água e a prestação de serviços públicos de saneamento, que incluem o abastecimento de água, às vezes relacionado a diferentes órgãos, bem como a diferentes níveis de jurisdição. Leis federais distintas tentam conciliar ações para preservar a qualidade e a quantidade de recursos hídricos em sua alocação. As duas regras legais estabelecem a necessidade de compatibilidade e integração entre o planejamento no nível da bacia hidrográfica e os municípios dentro dela. O que no plano legal e institucional seria bem concebido e estabelecido, pode de fato ser um desafio na prática da gestão de recursos hídricos e na prestação de serviços de abastecimento de água. Um exemplo é a redução de perdas reais. Esta não é uma ação de curto prazo e deve ser permanente. A análise do impacto regulatório deve preceder qualquer medida regulatória, verificar seu escopo e o resultado do problema a ser tratado e minimizar possíveis consequências negativas (ou efeitos colaterais), seja qual for o setor, e levará a medidas e recomendações de viabilidade verificadas, com prazos adequados para conformidade. A sessão pretende discutir esses e outros mecanismos, a serem adotados pelas agências reguladoras ou propostos e empregados pelos prestadores de serviços de saneamento, e que configuram as melhores práticas nacionais e internacionais.

 Tema 3 – Gestão Eficiente

Sessão 3.1 – Gerenciamento de Informações e práticas normalizadas

A adoção do ODS 6 na agenda de desenvolvimento sustentável reflete a atenção crescente às questões de água e saneamento na agenda política global. Integrante da entrega sustentável de serviços de água e saneamento gerenciados com segurança está a adoção de procedimentos padronizados para aquisição de dados e gerenciamento de informações para melhorar a eficiência operacional, recuperar custos operacionais e planejar investimentos de capital. Até o momento, diferentes programas de auditoria para fins de transparência, sustentabilidade, credibilidade e regulamentação foram implementados em todo o mundo. Exemplos de tais programas incluem; AquaRating, que foi implementado em mais de 60 empresas de água e saneamento em todo o mundo e ACERTAR, que foi implementado em cerca de 58 municípios no Brasil. Outros exemplos semelhantes incluem os programas de certificação Blue e No Drop para auditorias de serviços de água e o programa de certificação Green Drop para serviços de águas residuais implementados na África do Sul. O foco principal desta sessão é compartilhar experiências (sucessos e desafios) na implementação de tais programas e como o gerenciamento de informações e processos aprimorados podem levar a uma melhor qualidade e confiabilidade do serviço. Além disso, a sessão fornecerá informações sobre os investimentos necessários em capacitação e programas de fortalecimento institucional relacionados para melhorar o desempenho e a prestação de contas das concessionárias.

Sessão 3.2 – Transformação digital

A transformação digital é mais processual e baseada em pessoas do que tecnológica. Identificar corretamente os desafios e as necessidades informacionais das organizações em termos de aspectos ambientais e econômicos são essenciais para estruturar as abordagens digitais. Com base nisso, os sistemas de infraestrutura física, instrumentação e controle podem ser adaptados à transformação digital, bem como à comunicação e análise.
Nesta sessão, concessionárias de água europeias e brasileiras vão apresentar roteiros para aumentar as abordagens digitais e os participantes do painel discutirão como os governos podem incentivar as concessionárias em sua jornada digital.

Sessão 3.3 – Nível econômico de perdas de água

A Lei Nacional de Saneamento Básico – Lei nº 11.445/2007 (LNSB) estipula que serviços públicos de saneamento básico serão prestados com eficiência e sustentabilidade econômica. E na parte relativa a contratos dos prestadores de serviços, determina “a inclusão (…) das metas progressivas e graduais (…) de eficiência e de uso racional da água (…)”. O recém aprovado marco legal do saneamento também dá ênfase à eficiência e ao controle de perdas de água.
Ao estabelecer estas metas preconizadas na LNSB é necessário ter presente a existência de limitações técnicas que impõem uma fronteira operacional. Mesmo assim, o limite técnico não é o nível desejável, pois operar nesse nível exige investimentos onerosos que não são justificáveis perante a sociedade.
As metas de eficiência e sustentabilidade econômica podem e devem ser usadas em Planos Municipais de Saneamento Básico, Contratos de programa, Contratos de concessão, Planos de gestão de Perdas de Água e Energia entre outras ferramentas e acordos que concretizam os princípios preconizados na LNSB.
Neste painel se discutem vantagens e limitações técnicas do modelo do nível econômico de perdas de água.

Tema 4 – Expansão da Cooperação Internacional e Capacitação

Sessão 4.1 – Tecnologias do futuro na gestão da água: Água Digital e indústria 4.0 – As oportunidades e desafios nos países em desenvolvimento.

A Água Digital é o futuro e, ao longo dos anos, as concessionárias e instituições do setor de água experimentaram e usaram partes do mundo digital, mas nunca abraçaram totalmente, investiram, inovaram e integraram oportunidades de água digital com a Indústria 4.0 para perceber plenamente o potencial de seus grandiosos, inteligência e serviços (cliente/comunidade). A Indústria 4.0 oferece uma oportunidade transformadora para gerenciamento de sistemas, entrega de serviços orientados para o cliente e/ou comunidade e para a força de trabalho por meio do uso de robótica, automação, satélites e blockchain com dados integrados usando inteligência artificial, aprendizado de máquina, tecnologias e aplicativos conectando cada vez mais os mundos biológico, físico e digital.

A pesquisa propõe que o valor pode ser atribuído à água em todos os seus estados, desde água natural até águas residuais. O comércio acionamento de máquina ou o uso de tecnologia blockchain para recursos hídricos podem abrir o uso de água tanto no setor público quanto no privado para valores de transparência, consistência e repetibilidade, o que pode levar a um maior investimento devido à possibilidade de financiamento do desenvolvimento, operação e manutenção da infraestrutura. A proteção e o gerenciamento de recursos por meio do uso da integração de dados de várias fontes, incluindo métodos não tradicionais, como radar, satélites vinculados a controle inteligente, sensores e plataformas podem fornecer pontos de acesso de precisão e potencial de previsão para reguladores e usuários. Os provedores de serviços de água (concessionárias de água) podem se transformar em sistemas de gestão inteligente para abastecimento de água, esgoto e saneamento, operações e manutenção sob demanda, prática baseada na experiência do cliente e da comunidade levando a melhores pagamentos por serviços, educação em movimento para o desenvolvimento de habilidades e, finalmente , digital e Industry 4.0 poderiam permitir a economia circular por meio da integração inteligente da tecnologia do setor privado e da prestação de serviços, com a regulamentação do setor público e as demandas da comunidade ou dos clientes.
Esta sessão apresentará algumas das tecnologias e serviços inovadores no espaço digital e da Indústria 4.0 para água e saneamento.

Sessão 4.2 – Políticas institucionais para governança colaborativa da água: o caminho para habilitar C&T para assessoria política e tomadores de decisão.

As soluções de água precisam de uma mudança de mentalidade e as instituições e a governança precisam fornecer o ambiente certo para os profissionais desenvolverem as novas habilidades necessárias. Esta sessão irá explorar as necessidades institucionais, estruturais e de governança para permitir a capacitação para Ciência e Tecnologia, formuladores de políticas e sociedade para trabalharem juntos. Destacará lacunas e oportunidades de pesquisa, oportunidades de negócios para os setores público e privado e os benefícios para a sociedade em geral.
As questões-chave propostas visam a estabelecer uma estrutura para discutir a interface necessária entre universidades, formuladores de políticas públicas no setor de água e sociedade a fim de alcançar um melhor desempenho. A melhoria do desempenho do setor de água significa acesso à água para usos múltiplos e serviços de saneamento para um futuro sustentável.

Sessão 4.3 – Educação e capacitação sobre água não são custos, mas investimentos.

A falta de profissionais qualificados resulta em falhas ou deficiências no projeto, gestão, operação e manutenção da infraestrutura de água e saneamento. Este setor, em muitas regiões do mundo, principalmente em países em desenvolvimento, lida com profissionais de baixo nível educacional. Além disso, muitas pessoas de outras áreas de especialização desconhecem a crise global da água e seus efeitos catastróficos na humanidade e no planeta no futuro. Assim, é fundamental otimizar os investimentos não só para aumentar a qualificação profissional a partir de programas de formação específicos e adequados, mas também para possibilitar a participação da sociedade civil na gestão do saneamento e dos recursos hídricos, com conhecimentos compatíveis para essa ação. Esta sessão apresentará uma discussão sobre a importância da educação relacionada à água e seus componentes, em todos os níveis da sociedade e da educação desde crianças e jovens à Universidade (engenharia e outras áreas do conhecimento).

Tema 5 – Financiamento

Sessão 5.1 – Metodologias Aplicadas à Capacidade de Pagamento de Tomadores e Acesso a Recursos.

Os subsídios atuais do setor de saneamento falham em alcançar seus objetivos devido à deficiência dos projetos, sendo muitas vezes difusos, caros, mal direcionados, não transparentes ou distorcidos. Esse desempenho ruim dos subsídios ao abastecimento de água e saneamento (WSS) pode ser evitado, com novos conhecimentos e tecnologias que possibilitam que esses subsídios sejam menos onerosos e mais eficazes. Além disso, a acessibilidade é uma importante preocupação transversal que afeta o direito humano ao saneamento. Por mais intuitivo que o conceito possa parecer, não há consenso sobre como a acessibilidade deve ser definida.
Há análises limitadas desse conceito de acessibilidade, que distingue diferentes contextos – como urbano versus rural, ou famílias conectadas versus não conectadas. A preços baixos atuais, a demanda do consumidor por água para uso doméstico não responde muito bem às mudanças nas tarifas de água em muitos países. No entanto, a redução do consumo de água é crítica em regiões com escassez de água, onde as concessionárias experimentaram aumentos de tarifas sazonais, buscando reduzir a demanda em períodos de seca. À medida que as oportunidades para expandir o suprimento de água se tornam mais caras, será necessário dar uma ênfase maior ao gerenciamento da demanda. Esta sessão, nesse âmbito, discutirá como as tarifas de água, subsídios e abordagens de acessibilidade podem ajudar o Brasil a alcançar suas metas de universalização dos serviços de saneamento.

Sessão 5.2 – Parcerias e Incentivos para Atração de Investimentos: contribuições dos setores público e privado.

Dado o imenso déficit de acesso aos serviços de saneamento e os investimentos aquém do necessário para atingir as metas estabelecidas pelo PLANSAB, é necessário entender de que forma é possível somar esforços para mudar este quadro. Assim, faz-se pertinente buscar entender de que forma a atuação complementar dos setores público e privado pode ser mais efetiva. Para tal, é importante investigar: (i) como equalizar interesse social e retorno financeiro; (ii) se há algum nicho de atuação do setor púbico ou privado, (iii) quais são as possibilidades de parcerias entre os dois setores que sejam mais potentes do que sua atuação isolada. Ademais, é importante refletir sobre quais são as possibilidades e limites de atuação de cada um destes setores em um momento de crise como o atual, caracterizado por alto grau de incerteza e choques de oferta e demanda.

Sessão 5.3 – Financiamento em Áreas Não Regulares e Efetividade na Alocação de Recursos: como assegurar os benefícios para a sociedade?

O Grupo Temático 5 – Financiamento, alinhado ao debate sobre o acesso à água, esgotos e saúde das populações de áreas não regulares, promove, na presente sessão, a discussão sobre o financiamento de políticas inclusivas para os serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário da população que vive em assentamentos não regulares de áreas centrais adensadas e áreas periurbanas das grandes cidades.
O debate envolve, dentre outros, aspectos do planejamento, gestão e financiamento, fundamentais para o alcance de um atendimento seguro dessas populações em condições de garantir a qualidade e a sustentabilidade técnica, ambiental, social e, sobretudo, econômico-financeira. Espera-se o debate de iniciativas que assegurem a efetividade da alocação de recursos e benefícios concretos para a sociedade.
As dificuldades impostas pela infraestrutura precária existente nestas áreas, além do desenvolvimento urbano inadequado, realizado sem planejamento, associados à situação de pobreza e de segurança púbica, dão a dimensão do enorme desafio para esta política inclusiva. São necessárias atuações que assegurem a correta interrelação com as demais políticas públicas e estimulem a participação popular, a inserção social e o trabalho socioambiental, como condição de sucesso para tais políticas.
Neste contexto, é fundamental e urgente que se assegure modelos, fontes e formas de financiamento para a construção das infraestruturas de abastecimento de água e esgotamento sanitário e para o funcionamento sustentável dos serviços, capazes de vencer as barreiras que impedem o atendimento das populações que residem nestas áreas.

Tema 6 – Monitoramento e informação do ODS 6

Sessão 6.1- Monitoramento e relatórios sobre os ODS6.1, 6.2 e ODS 6.3 – Acesso à água e esgoto

Esta sessão tem como objetivo apresentar os sistemas de monitoramento existentes relacionados à distribuição de água e esgotamento sanitário no Brasil e em outros países. Em relação à COVID-19, o painel também trará especialista para compartilhar a experiência de monitoramento do vírus no sistema de esgotamento sanitário. Serão debatidasas informações e os indicadores existentes para acompanhar as metas preconizadas no ODS 6:

ODS 6.1: até 2030, alcançar o acesso universal e equitativo à água para consumo humano, segura e acessível para todas e todos.

ODS 6.2: até 2030, alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos e acabar com a defecação a céu aberto, com especial atenção para as necessidades das mulheres e meninas e daqueles em situação de vulnerabilidade.

ODS 6.3: até 2030, melhorar a qualidade da água nos corpos hídricos, reduzindo a poluição, eliminando despejos e minimizando o lançamento de materiais e substâncias
perigosas, reduzindo pela metade a proporção do lançamento de efluentes não tratados e aumentando substancialmente o reciclo e reuso seguro localmente.

Tema 7 – Comunicação, TI e Participação Social

Sessão 7.1 – O desafio da comunicação para envolver as pessoas nos temas da água e do meio ambiente nos próximos 10 anos

Jornalismo, marketing, publicidade, comunicação corporativa, telecomunicações e redes sociais são ferramentas cruciais para envolver as sociedades em todo o mundo nas discussões sobre a importância da água e de preservar o meio ambiente, bem como sobre a Ciência e a valorização do conhecimento, especialmente após as experiências vividas pelo mundo com a pandemia de covid-19.
Poder público, ONGs, empresas e organizações em geral têm um grande desafio pela frente: intensificar este diálogo para viabilizar iniciativas que possibilitem o cumprimento dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estabelecidos pela ONU e de mais qualidade de vida para o planeta.
A discussão desta sessão envolverá a qualidade da informação e o comprometimento dos diversos players em promover uma comunicação que engaje cidadãos em todo o mundo, com representantes do SIAAP, Pacto Global, Trata Brasil, Sabesp e da grande mídia no Brasil, entre outros.
Neste âmbito será discutido ainda um grande obstáculo dos nossos tempos: as fake news, que têm não apenas gerado controvérsia em diferentes partes do planeta, mas impactado a percepção das sociedades sobre temas fundamentais e decisões locais, nacionais e mundiais.

Conseguiremos trabalhar juntos para promover informação acessível e de qualidade e levar a cabo iniciativas que envolvam as pessoas para que possamos transformar lares, vizinhanças, cidades e países?

Tema 8 – Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Sustentabilidade

Sessão 8.1 – Mudanças Climáticas – Garantindo o Futuro da Água e Construindo Resiliência

As mudanças climáticas são uma questão complexa e transversal, com consequências que ameaçam o desenvolvimento e a sustentabilidade da sociedade moderna. A resposta e as intervenções às mudanças climáticas exigem coordenação que permita uma abordagem multissetorial e multinível da segurança da água que lide efetivamente com o estresse hídrico. Considerando a água como uma restrição e uma oportunidade para o desenvolvimento sustentável sob um clima em mudança, esta sessão visa integrar a mitigação das mudanças climáticas e estratégias adaptativas nas políticas relacionadas à água, bem como no desenvolvimento e necessidades de adaptação, e integração de um desenvolvimento de capacidade intersetorial.

Sessão 8.2 – Segurança da Água – Quando a qualidade e a quantidade devem estar juntas

O saneamento no Brasil foi deixado à margem nos últimos 40 anos. Isso causou uma deficiência no suprimento de água e principalmente na qualidade da água.
Em relação ao suprimento de água, o Brasil ainda enfrenta escassez de água em várias regiões e está à beira de uma nova crise nacional de água, enfrentada em 2014, que pode voltar a surgir a qualquer momento em que apareça uma estação seca.
Do ponto de vista da qualidade, embora poucas estações de tratamento de água tenham cumprido a regulamentação (Portaria 2914), em muitos casos não podemos afirmar que a água é segura 100% do tempo.
Capacidades decadentes, falta de gestão profissional, indulgência com a falta de vigilância e uso de velhas tecnologias ultrapassadas para as fontes de água atuais estão levando o Brasil a uma extrema e preocupante situação de risco à saúde.

Sessão 8.3 – De Efluentes a recursos: Abordagem circular para a sustentabilidade das operadoras de água e esgoto

Até 2030, a população total da América Latina e do Caribe (ALC) será de 718 milhões, com uma concentração urbana de 84%. O investimento necessário para atender aos ODS para saneamento está entre US$ 3,4 e US$ 11,8 bilhões por ano no período de 2016–30. Para melhorar a situação das águas residuais na região, os países estão de fato embarcando em programas massivos para coletar e tratar águas residuais. A abordagem linear de longa data de captar água doce de uma fonte de superfície ou subterrânea, tratando-a, usando-a, coletando-a e descartando-a não é mais sustentável. Esta sessão aborda os resultados de um estudo sobre economia circular (desperdício de recursos) realizado pelo Banco Mundial na ALC. O estudo demonstra que a reutilização de águas residuais não é apenas viável, mas também sustentável.

Sessão 8.4 – Gerenciamento de Eventos Extremos (Secas e Inundações) – Sob as incertezas do clima

Em geral, as despesas dos países relacionadas a eventos extremos estão mais relacionadas à remediação do que à prevenção e preparação. Milhões de dólares são perdidos todos os anos por causa das secas e milhares de vidas são perdidas por causa das inundações. É um acordo comum que as mudanças climáticas estão afetando a intensidade e a ocorrência de eventos extremos. Isso, somado aos fatores relacionados às mudanças no uso do solo e ao aumento da demanda, está ampliando os efeitos das inundações e secas na economia e na qualidade de vida em todo o mundo. Esta sessão analisará as lições aprendidas, os esforços contínuos e a tecnologia que podem ajudar a aumentar a preparação para eventos extremos como estratégia de adaptação às mudanças climáticas.

Sessão 8.5 – MUDANÇAS CLIMÁTICAS – Desafios para o setor de água e esgoto em cenários de mudanças climáticas.

Sessão Especial 9º Fórum Mundial da Água – Segurança Hídrica para a Paz e o Desenvolvimento – Dakar, 2021

Sessões Especiais Happy Hour

Sessão Especial Happy Hour Vita Ambiental e Effico Saneamento: A experiência na redução de perdas com contrato de performance

Patrocínio: Effico Saneamento e Vita Ambiental 

Inscreva-se aqui

Sessão Especial Happy Hour Sabesp: Programa Novo Rio Pinheiros

Patrocínio: Sabesp

Inscreva-se aqui

Sessão Especial Happy Hour Saertex e Repipe: As Tecnologias de obras em métodos não destrutivos em benefício do saneamento

Patrocínio: Saertex e Repipe

Inscreva-se aqui

29 de outubro, quinta-feira, às 18h45

Sessão Especial Suez Brasil e Laager Tecnologias Sustentáveis: O Saneamento nas Cidades Inteligentes

Patrocínio: Suez Brasil e Laager Tecnologias Sustentáveis

Inscreva-se aqui

Sessão Especial ANA

Sessão Especial Happy Hour ANA 20 Anos: Avanços e Desafios para o Futuro da Regulação de Recursos Hídricos e Saneamento Básico

Patrocínio: ANA

Inscreva-se aqui

 

 

  •