Sessões

Sessão de Abertura

João Doria, governador do Estado de São Paulo
Benedito Braga, presidente da Sabesp
Loïc Fauchon, presidente do Conselho Mundial da Água
Dhesigen Naidoo, CEO da Water Research Commission – WRC  
Alceu Guérios Bittencourt, presidente nacional da ABES


Tema 1 – Água, Esgoto e Saúde para todos

Sessão 1.1 – Água, Esgoto e Saúde para Todos em Áreas Periurbanas

As chamadas áreas periurbanas ocupam cada vez mais os espaços das grandes cidades, sobretudo metrópoles, localizados entre as áreas urbanas concentradas, com vias e edificações contínuas, e o limite urbano do município. São espaços marcados pela espera do desenvolvimento, que acontece a partir de novas demandas, e que, muitas vezes, encontram-se à margem dos estudos que contemplam o espaço urbano, bem como daqueles que envolvem os espaços rurais.
O crescimento dessas áreas – normalmente com baixo adensamento e ocupação tanto por domicílios como também por outros tipos de instalações – expressam forte convergência de interesses, processos e conflitos socioeconômicos, territoriais e ambientais, que oneram os gastos com a necessária expansão de infraestrutura, em especial aquelas que propiciam o abastecimento de água, o esgotamento sanitário e a saúde para todos.
É preciso fortalecer o planejamento e criar diretrizes próprias, com bases legal, institucional, econômica e técnica, capazes de propiciar o tratamento adequado destas áreas.

  • Teófilo Monteiro – Fiocruz
  • Mercedes Zevallos – Connación/Peru
  • Alceu Guerios Bittencourt – Cobrape/Presidente Nacional da ABES
  • Esther Shaylor – UNICEF
  • Coordenadores:
    • Ernani Ciríaco de Miranda e Keyla Nunes da Silva – Ministério do Desenvolvimento Regional
  • Moderador:
    • ‘Ernani Ciríaco de Miranda – Ministério do Desenvolvimento Regional 

Sessão 1.2 – Comunidades Rurais e Isoladas

Muito se tem falado sobre saneamento rural e acesso de comunidades isoladas a serviços de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto, como um desafio na busca por “Água, Saneamento e Saúde para Todos até 2030 “- ODS 6.
Nesta sessão, discutiremos a situação do setor e as estratégias usadas para enfrentar crises, como Pandemia COVID 19, em um momento em que LAVAR AS MÃOS é o lema para combater o vírus.
Políticas em andamento e novas iniciativas serão apresentadas, por meio da determinação e compromisso dos governos e de diferentes parceiros, para implementar ações e monitorar as melhorias percebidas na saúde e no bem-estar da população em áreas rurais e comunidades isoladas.
As propostas gerais para o sucesso das ações serão discutidas: planejamento, padrão de serviço, gerenciamento operacional; eficiência financeira; mobilização social, treinamento, entre outros.

  • Cesarina Quintana – SWA – Sanitation and Water for All hosted by BID –
  • Juliana Garrido – BIRD – Word Bank
  • Helder Cortez – SISAR
  • Telma Rocha – AVINA
  • Carolina Torres Menezes – FUNASA
  • Coordenadora e moderadora:
    • Mônica Bicalho – Câmara Temática de Saneamento Rural da ABES

Sessão 1.3 – Áreas não regulares nas grandes cidades

Esta sessão foca em soluções para áreas não regulares (não formalizadas) dentro de cidades e metropolitanas. Nos países desenvolvidos, a taxa de urbanização é maior do que a experimentada nos países em desenvolvimento. Como resultado, os países em desenvolvimento são caracterizados por áreas não regulares em constante expansão. Essas áreas são caracterizadas principalmente por famílias pobres, altas densidades e falta de infraestrutura de serviços básicos existentes devido à falta de arranjos habitacionais formalizados. A prestação de serviços básicos, incluindo água e saneamento, é desafiadora nessas condições. As tecnologias convencionais de água e saneamento reticulado geralmente requerem escavação. A natureza não regulamentada desses assentamentos torna essa tarefa desafiadora. Para enfrentar esse desafio do mundo em desenvolvimento, são necessárias formas inovadoras de fornecer serviços básicos de água e saneamento. Esta sessão destacará maneiras inovadoras pelas quais isso foi alcançado em todo o mundo. Ao fazer isso, ajudará a entender o papel que a inovação pode desempenhar na resolução de tais desafios e difundirá aprendizados de melhores práticas que podem ser adaptados aos contextos locais.

  • Renato Medicis Maranhão Pimentel – Aegea
  • Edgardo Martinez Echeverri – Empresas Públicas de Medellín (Colombia)
  • Juliana Almeida Dutra – DEEP
  • Christoph Platzer – Rotaria do Brasil
  • Najib Lakooya – Kampala City Council Authority
  • Coordenador:
    • Sudhir Pillay – Water Research Commission
  • Moderadora:
    • Juliana Almeida Dutra – DEEP

Tema 2 – Planejamento e Regulação

Sessão 2.1 – Base de Remuneração Regulatória de serviços públicos de água e saneamento: o tratamento regulamentar das PPPs, contratos de desempenho e obras / contratos de serviços tradicionais

A Base Regulatória de Ativos (BRA), também conhecida como Base Regulatória de Remuneração (BRR), constitui uma parte relevante das tarifas das concessionárias de água e saneamento. Corresponde ao montante de investimentos prudentes feitos pelos prestadores de serviços que operam sob um regime de eficiência, que são reconhecidos pelo regulador para fins de composição da base tarifária após auditoria e inspeção periódicas, consolidadas nas revisões tarifárias.
As principais abordagens utilizadas na regulamentação para determinar o valor da BRA nas Revisões Tarifárias são: i) financeiras: que buscam manter uma remuneração justa para o negócio; ii) física: que efetua a avaliação dos ativos a partir do custo técnico, cujas referências são os valores necessários para a aquisição e substituição dos ativos; e iii) composto por metodologias híbridas das duas primeiras.
Os órgãos reguladores devem garantir um ambiente estável e confiável e uma estrutura de longo prazo para atrair investimentos em água e saneamento, de acordo com o planejamento estabelecido nos planos e contratos municipais.
Esta sessão visa promover discussões sobre as melhores práticas em torno da formação da base de ativos regulatórios, considerando os diferentes tipos de compras disponíveis, como parcerias público-privadas (PPPs), contratos de desempenho e também contratos tradicionais de obras/ serviços. Temas como critérios de elegibilidade e prudência dos investimentos a serem feitos podem ser discutidos, trazendo experiências nacionais e internacionais sobre o tema.

  • Carlos W. Lebelein – Consultor LMDM
  • Rui Cunha Marques – Instituto Superior Técnico – Portugal
  • Marcel Sanches – Sabesp/Diretoria Nacional da ABES
  • Edgar Perlotti – ARSESP
  • Jemima Sy – World Bank
  • Coordenador e moderador:
    • Marcel Sanches – Sabesp/Diretoria Nacional da ABES

Sessão 2.2 – Como a estrutura tarifária pode garantir o acesso universal aos serviços de água e saneamento (subsídios e tarifas sociais)

O mundo tem grandes desafios para alcançar o acesso universal ao abastecimento de água e infraestruturas de saneamento básico. Aproximadamente 2,2 bilhões de pessoas no mundo não possuem serviços de água gerenciados com segurança. No Brasil, existem cerca de 40 milhões de pessoas sem acesso à água potável e mais de 100 milhões de pessoas sem acesso à infraestrutura de esgoto. A vulnerabilidade e a baixa renda das populações da América Latina e do Caribe, associadas à existência de poucos estudos sobre métodos e conhecimentos para estabelecer tarifas e preços relacionados à água, dificultam o debate sobre esse assunto. Sem regras claras, a definição de tarifas pode apresentar assimetrias, aumentar o risco de que os preços aplicados sejam mais altos ou mais baixos do que seria possível, ou mesmo que subsídios direcionados (como tarifa social e limite de consumo) sejam inadequados. Assim, um instrumento com potencial para incentivar a universalização pode gerar distorções nas faixas de consumo e agravar a distância do acesso. O objetivo da sessão é discutir as possíveis estruturas tarifárias para o setor de água e esgoto viáveis do ponto de vista econômico e financeiro e que possam contribuir para a consecução do ODS 6. Haverá alternativas de estrutura tarifária e estratégias de subsídios para serviços de abastecimento de água e esgoto, considerando os modelos existentes de serviços de água (governamentais, privados, PPP). Ele também analisará qual seria a estrutura tarifária do saldo justo para acelerar o desenvolvimento da infraestrutura de água e esgoto e o papel das agências reguladoras para alcançar o ODS6.

  • Alceu Galvão – ARCE
  • Jaime Baptista – Lis-Water
  • Catarina Albuquerque – Sanitation and Water for All
  • Luis Andres – World Bank
  • Léo Heller – Relator da ONU
  • Coordenador e moderador:
    • Alexandre Godeiro Carlos – Ministério do Desenvolvimento Regional/SNS

Sessão 2.3 – Mecanismos de regulação para enfrentar a crise devido à escassez de água

No Brasil, existe uma separação legal entre as responsabilidades pelo gerenciamento e regulamentação do uso da água e a prestação de serviços públicos de saneamento, que incluem o abastecimento de água, às vezes relacionado a diferentes órgãos, bem como a diferentes níveis de jurisdição. Leis federais distintas tentam conciliar ações para preservar a qualidade e a quantidade de recursos hídricos em sua alocação. As duas regras legais estabelecem a necessidade de compatibilidade e integração entre o planejamento no nível da bacia hidrográfica e os municípios dentro dela. O que no plano legal e institucional seria bem concebido e estabelecido, pode de fato ser um desafio na prática da gestão de recursos hídricos e na prestação de serviços de abastecimento de água. Um exemplo é a redução de perdas reais. Esta não é uma ação de curto prazo e deve ser permanente. A análise do impacto regulatório deve preceder qualquer medida regulatória, verificar seu escopo e o resultado do problema a ser tratado e minimizar possíveis consequências negativas (ou efeitos colaterais), seja qual for o setor, e levará a medidas e recomendações de viabilidade verificadas, com prazos adequados para conformidade. A sessão pretende discutir esses e outros mecanismos, a serem adotados pelas agências reguladoras ou propostos e empregados pelos prestadores de serviços de saneamento, e que configuram as melhores práticas nacionais e internacionais.

  • Paula Kehoe – SFFWPS
  • Jorge Werneck – ADASA
  • Paulo Massato – Sabesp
  • Carolina Latorre – IWA
  • Coordenador e moderador:
    • Helio Castro – ARSESP

Tema 3 – Gestão Eficiente

Sessão 3.1 – Gerenciamento de Informações e práticas normalizadas

A adoção do ODS 6 na agenda de desenvolvimento sustentável reflete a atenção crescente às questões de água e saneamento na agenda política global. Integrante da entrega sustentável de serviços de água e saneamento gerenciados com segurança está a adoção de procedimentos padronizados para aquisição de dados e gerenciamento de informações para melhorar a eficiência operacional, recuperar custos operacionais e planejar investimentos de capital. Até o momento, diferentes programas de auditoria para fins de transparência, sustentabilidade, credibilidade e regulamentação foram implementados em todo o mundo. Exemplos de tais programas incluem; AquaRating, que foi implementado em mais de 60 empresas de água e saneamento em todo o mundo e ACERTAR, que foi implementado em cerca de 58 municípios no Brasil. Outros exemplos semelhantes incluem os programas de certificação Blue e No Drop para auditorias de serviços de água e o programa de certificação Green Drop para serviços de águas residuais implementados na África do Sul. O foco principal desta sessão é compartilhar experiências (sucessos e desafios) na implementação de tais programas e como o gerenciamento de informações e processos aprimorados podem levar a uma melhor qualidade e confiabilidade do serviço. Além disso, a sessão fornecerá informações sobre os investimentos necessários em capacitação e programas de fortalecimento institucional relacionados para melhorar o desempenho e a prestação de contas das concessionárias.

  • Corinne Cathala – Inter-American Development Bank
  • Philip de Souza – Water and wastewater service audits in South Africa
  • Samuel Alves Barbi Costa – ARSAE – Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento
  • Coordenador:
    • Nonhlanhla Kalebaila – Water Research Commission – South Africa
  • Moderador:
    • Daniel Manzi – ARES – PCJ

Sessão 3.2 – Transformação digital

A transformação digital é mais processual e baseada em pessoas do que tecnológica. Identificar corretamente os desafios e as necessidades informacionais das organizações em termos de aspectos ambientais e econômicos são essenciais para estruturar as abordagens digitais. Com base nisso, os sistemas de infraestrutura física, instrumentação e controle podem ser adaptados à transformação digital, bem como à comunicação e análise.
Nesta sessão, concessionárias de água europeias e brasileiras vão apresentar roteiros para aumentar as abordagens digitais e os participantes do painel discutirão como os governos podem incentivar as concessionárias em sua jornada digital.

  • Samuel Alves Barbi Costa -– ABAR – Brasilian Asociation of Regutaltors
  • Sam Azimi – SIAAP – Service Public de l’Assainissement Francilien
  • Rogério Marques – Ministério do Desenvolvimento Regional
  • Helena Alegre – Laboratório Nacional de Engenharia Civil – Portugal
  • Coordenador e moderador:
    • Samuel Alves Barbi Costa – ARSAE- Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais

Sessão 3.3 – Nível econômico de perdas de água

  • Alan Wyatt – Autor do modelo Econômico de Perdas em 2010
  • Marcelo Depexe – SANEPAR – Companhia de Saneamento do Paraná
  • Luiz Antonio de Oliveira – Agência Reguladora de Saneamento e Energia do estado de São Paulo (ARSESP)
  • Marcel Sanches – Sabesp/Diretoria Nacional da ABES
  • Coordenador:
    • Ricardo Rover – Câmara Técnica de Perdas – ABES
  • Moderador:
    • Sérgio Ayrimoraes – Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico

Tema 4 – Expansão da Cooperação Internacional e Capacitação

Sessão 4.1 – Tecnologias do futuro em gestão de água: digitalização e indústria 4.0

  • Ricardo Batista Santos – Sabesp
  • Vishnu Mabeer and Sandile Mbatha – eThekwini municipality
  • Dean Hodgkiss – LookSeeDo
  • Pontsho Moletsane – Yellow Beast, Innovation
  • Coordenadores:
    • Mamohloding Tlhagale e Valerie Naidoo – Water Research Commission – South Africa

Sessão 4.2 – Políticas institucionais para governança da água colaborativa: o caminho para possibilitar o diálogo entre C&T e a tomada de decisão

  • Cláudio de Jesus – Águas de Portugal e Água Europa
  • Liliana Naval – CAPES
  • Miguel Dória – UNESCO
  • Uri Schor – Spokesman of Israeli Water Authority
  • Coordenadora e Moderadora:
    • Ana Silvia Pereira – UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Marília Melo –  IGAM

Sessão 4.3 – Educação e treinamento sobre recursos hídricos são investimentos e não custos

  • José Vieira – University of Minho
  • Edgar Gouveia Jr. e Rhenan Cauê – LIVELAB AND JORNADA X
  • Diane D’Arras – Presidente IWA
  • Giuliana Chaves Moreira- Pacto Global/ONU
  • Coordenadora e moderadora:
    • Ana Sílvia PEREIRA – UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Tema 5 – Financiamento

Sessão 5.1 – Metodologias Aplicadas à Capacidade de Pagamento de Tomadores e Acesso a Recursos

Os subsídios atuais do setor de saneamento falham em alcançar seus objetivos devido à deficiência dos projetos, sendo muitas vezes difusos, caros, mal direcionados, não transparentes ou distorcidos. Esse desempenho ruim dos subsídios ao abastecimento de água e saneamento (WSS) pode ser evitado, com novos conhecimentos e tecnologias que possibilitam que esses subsídios sejam menos onerosos e mais eficazes. Além disso, a acessibilidade é uma importante preocupação transversal que afeta o direito humano ao saneamento. Por mais intuitivo que o conceito possa parecer, não há consenso sobre como a acessibilidade deve ser definida. Há análises limitadas desse conceito de acessibilidade, que distingue diferentes contextos – como urbano versus rural, ou famílias conectadas versus não conectadas. A preços baixos atuais, a demanda do consumidor por água para uso doméstico não responde muito bem às mudanças nas tarifas de água em muitos países. No entanto, a redução do consumo de água é crítica em regiões com escassez de água, onde as concessionárias experimentaram aumentos de tarifas sazonais, buscando reduzir a demanda em períodos de seca. À medida que as oportunidades para expandir o suprimento de água se tornam mais caras, será necessário dar uma ênfase maior ao gerenciamento da demanda. Esta sessão, nesse âmbito, discutirá como as tarifas de água, subsídios e abordagens de acessibilidade podem ajudar o Brasil a alcançar suas metas de universalização do serviços de saneamento.

  • Luis Andres – Banco Mundial

Sessão 5.2 – Parcerias e Incentivos para Atração de Investimentos: Contribuições dos Setores Público e Privado

Dado o imenso déficit de acesso aos serviços de saneamento e os investimentos aquém do necessário para atingir as metas estabelecidas pelo PLANSAB, é necessário entender de que forma é possível somar esforços para mudar este quadro. Assim, faz-se pertinente buscar entender de que forma a atuação complementar dos setores público e privado pode ser mais efetiva. Para tal, é importante investigar: (i) como equalizar interesse social e retorno financeiro; (ii) se há algum nicho de atuação do setor púbico ou privado, (iii) quais são as possibilidades de parcerias entre os dois setores que sejam mais potentes do que sua atuação isolada. Ademais, é importante refletir sobre quais são as possibilidades e limites de atuação de cada um destes setores em um momento de crise como o atual, caracterizado por alto grau de incerteza e choques de oferta e demanda.

  • Daniel Green – Santander
  • Fabricio Lebeis – CAIXA
  • Laura Bedeschi – BNDES
  • Anbima
  • Felipe Ezquerra – BID
  • Coordenadora e Moderadora:
    • Letícia Barbosa Pimentel – BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

Sessão 5.3 – Financiamento em Áreas Não Regulares e Efetividade na Alocação de Recursos: Como Assegurar os Benefícios para a Sociedade?

O Grupo Temático 5 – Financiamento, alinhado ao debate sobre o acesso à água, esgotos e saúde das populações de áreas não regulares, promove, na presente sessão, a discussão sobre o financiamento de políticas inclusivas para os serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário da população que vive em assentamentos não regulares de áreas centrais adensadas e áreas periurbanas das grandes cidades.
O debate envolve, dentre outros, aspectos do planejamento, gestão e financiamento, fundamentais para o alcance de um atendimento seguro dessas populações em condições de garantir a qualidade e a sustentabilidade técnica, ambiental, social e, sobretudo, econômico-financeira. Espera-se o debate de iniciativas que assegurem a efetividade da alocação de recursos e benefícios concretos para a sociedade.
As dificuldades impostas pela infraestrutura precária existente nestas áreas, além do desenvolvimento urbano inadequado, realizado sem planejamento, associados à situação de pobreza e de segurança púbica, dão a dimensão do enorme desafio para esta política inclusiva. São necessárias atuações que assegurem a correta inter relação com as demais políticas públicas e estimulem a participação popular, a inserção social e o trabalho socioambiental, como condição de sucesso para tais políticas.
Neste contexto, é fundamental e urgente que se assegure modelos, fontes e formas de financiamento para a construção das infraestruturas de abastecimento de água e esgotamento sanitário e para o funcionamento sustentável dos serviços, capazes de vencer as barreiras que impedem o atendimento das populações que residem nestas áreas.

  • Marcello Xavier Veiga – SABESP – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo              
  • Cláudia Caixeta – CAGECE – Companhia de Água e Esgoto do Ceará
  • Juliana Garrido – World Bank
  • Coordenadores:
    • Luciana Capanema e Ernani Ciríaco Miranda – Ministério do Desenvolvimento Regional/SNS
  • Moderador:
    • Ernani Ciríaco Miranda – Ministério do Desenvolvimento Regional/SNS

Tema 6 – Monitoramento e informação do ODS 6

Sessão 6.1- Monitoramento e relatórios sobre os ODS6.1, 6.2 e ODS 6.3 – Acesso à água e esgoto

Esta sessão tem como objetivo apresentar os sistemas de monitoramento existentes relacionados à distribuição de água e esgotamento sanitário no Brasil, e em outros países. Em consideração à COVID-19, o painel também trará especialista para compartilhar a experiência de monitoramento do vírus no sistema de esgotamento sanitário. Serão debatidas informações e os indicadores existentes para acompanhar as metas preconizadas no ODS 6: 

ODS 6.1: Até 2030, alcançar o acesso universal e equitativo à água para consumo humano, segura e acessível para todas e todos. ssidades das mulheres e meninas e daqueles em situação de vulnerabilidade. 

ODS 6.2: Até 2030, alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos e acabar com a defecação a céu aberto, com especial atenção para as necessidades das mulheres e meninas e daqueles em situação de vulnerabilidade.

ODS 6.3: Até 2030, melhorar a qualidade da água nos corpos hídricos, reduzindo a poluição, eliminando despejos e minimizando o lançamento de materiais e substâncias perigosas, reduzindo pela metade a proporção do lançamento de efluentes não tratados e aumentando substancialmente o reciclo e reuso seguro localmente.

  • Marília Melo – IGAM      
  • Helena Alegre – LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil – Portugal
  • Sergio Ayrimoraes – ANA – Agência Nacional de Água  Leo Heller – Fiocruz                     
  • Coordenador e moderador:
    • Samuel Barbi – ARSAE-MG

Tema 7 – Comunicação, TI e Participação Social

Sessão 7.1 – O desafio da comunicação para envolver as pessoas nos temas da água e do meio ambiente nos próximos 10 anos

Jornalismo, marketing, publicidade, comunicação corporativa, telecomunicações e redes sociais são ferramentas cruciais para envolver as sociedades em todo o mundo nas discussões sobre a importância da água e de preservar o meio ambiente, bem como sobre a Ciência e a valorização do conhecimento, especialmente após as experiências vividas pelo mundo com a pandemia de covid-19.
Poder público, ONGs, empresas e organizações em geral têm um grande desafio pela frente: intensificar este diálogo para viabilizar iniciativas que possibilitem o cumprimento dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estabelecidos pela ONU e de mais qualidade de vida para o planeta.
A discussão desta sessão envolverá a qualidade da informação e o comprometimento dos diversos players em promover uma comunicação que engaje cidadãos em todo o mundo, com representantes do SIAAP, Pacto Global, Trata Brasil, Sabesp e da grande mídia no Brasil, entre outros.
Neste âmbito será discutido ainda um grande obstáculo dos nossos tempos: as fake news, que têm não apenas gerado controvérsia em diferentes partes do planeta, mas impactado a percepção das sociedades sobre temas fundamentais e decisões locais, nacionais e mundiais.

Conseguiremos trabalhar juntos para promover informação acessível e de qualidade e levar a cabo iniciativas que envolvam as pessoas para que possamos transformar lares, vizinhanças, cidades e países?

  • Laurence Pellisson Demoulin – SIAAP/France
  • Carlo Pereira – Rede Brasil Pacto Global/ONU
  • Fábio Toreta – Sabesp
  • Edison Carlos – CEO/Trata Brasil
  • TV Globo/Globonews
  • Coordenador:
    • Fernanda ARIMURA – Pacto Global da ONU e Rubens Filho – Trata Brasil
  • Moderador:
    • Dante Ragazzi Pauli, coordenador da Câmara Temática de Comunicação da ABES

Tema 8 – Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Sustentabilidade

Sessão 8.1 – Mudanças Climáticas – Garantindo o Futuro da Água e Construindo Resiliência

As mudanças climáticas são uma questão complexa e transversal, com consequências que ameaçam o desenvolvimento e a sustentabilidade da sociedade moderna. A resposta e as intervenções às mudanças climáticas exigem coordenação que permita uma abordagem multissetorial e multinível da segurança da água que lide efetivamente com o estresse hídrico. Considerando a água como uma restrição e uma oportunidade para o desenvolvimento sustentável sob um clima em mudança, esta sessão visa integrar a mitigação das mudanças climáticas e estratégias adaptativas nas políticas relacionadas à água, bem como no desenvolvimento e necessidades de adaptação, e integração de um desenvolvimento de capacidade intersetorial.

  • Babatunde Abiodun – Asoec. Professor Climatology/University of Cape Town
  • Francois Engelbrecht – University of the Witwatersrand
  • SIN-SHAN Chou – INPE BRAZIL)
  • Narne Hinhichseyer – HAMBUR WASSER
  • Coordenador e moderador:
    • Brilliant Petja – Water Research Commission – South Africa

Sessão 8.2 – Segurança da Água – Quando a qualidade e a quantidade devem estar juntas

O saneamento no Brasil foi deixado à margem nos últimos 40 anos. Isso causou uma deficiência no suprimento de água e principalmente na qualidade da água.
Em relação ao suprimento de água, o Brasil ainda enfrenta escassez de água em várias regiões e está à beira de uma nova crise nacional de água, enfrentada em 2014, que pode voltar a surgir a qualquer momento em que apareça uma estação seca.
Do ponto de vista da qualidade, embora poucas estações de tratamento de água tenham cumprido a regulamentação (Portaria 2914), em muitos casos não podemos afirmar que a água é segura 100% do tempo.
Capacidades decadentes, falta de gestão profissional, indulgência com a falta de vigilância e uso de velhas tecnologias ultrapassadas para as fontes de água atuais estão levando o Brasil a uma extrema e preocupante situação de risco à saúde.

  • Angela Di Bernardo – HIDROSAN 
  • Alexandra Faccioli – Public Ministry
  • Everton de Oliveira – Associação Brasileira de Águas Subterrâneas
  • Manoel Timbó (Ex Pan American Health Organization and Brazilian Senate)
  • Thais AraujoCavendish – Ministério da Saúde
  • Coordenador e moderador:
    • Renato Giani Ramos – Hydranautics Nitto Denko LA

Sessão 8.3 – De Efluentes a recursos: Abordagem circular para a sustentabilidade das operadoras de água e esgoto

Até 2030, a população total da América Latina e do Caribe (ALC) será de 718 milhões, com uma concentração urbana de 84%. O investimento necessário para atender aos ODS para saneamento está entre US$ 3,4 e US$ 11,8 bilhões por ano no período de 2016–30. Para melhorar a situação das águas residuais na região, os países estão de fato embarcando em programas massivos para coletar e tratar águas residuais. A abordagem linear de longa data de captar água doce de uma fonte de superfície ou subterrânea, tratando-a, usando-a, coletando-a e descartando-a não é mais sustentável. Esta sessão aborda os resultados de um estudo sobre economia circular (desperdício de recursos) realizado pelo Banco Mundial na ALC. O estudo demonstra que a reutilização de águas residuais não é apenas viável, mas também sustentável.

  • Anna Delgado Martin – World Bank
  • Diego Rodriguez – World Bank
  • Gustavo Saltiel – World Bank
  • Daniel Nolasco – NOLASCO & Assoc. S. A.
  • Coordenador e moderador:
    • Daniel A. Nolasco – NOLASCO & Assoc. S. A.

Sessão 8.4 – Gerenciamento de Eventos Extremos (Secas e Inundações) – Sob as incertezas do clima

Em geral, as despesas dos países relacionadas a eventos extremos estão mais relacionadas à remediação do que à prevenção e preparação. Milhões de dólares são perdidos todos os anos por causa das secas e milhares de vidas são perdidas por causa das inundações. É um acordo comum que as mudanças climáticas estão afetando a intensidade e a ocorrência de eventos extremos. Isso, somado aos fatores relacionados às mudanças no uso do solo e ao aumento da demanda, está ampliando os efeitos das inundações e secas na economia e na qualidade de vida em todo o mundo. Esta sessão analisará as lições aprendidas, os esforços contínuos e a tecnologia que podem ajudar a aumentar a preparação para eventos extremos como estratégia de adaptação às mudanças climáticas.

  • Tania Gazcon – World Meteorological Organization (WMO)
  • Alejandro Linayo – Center for Research for Integral Management of Risk (CIGIR)
  • Babatunde ABIODUN (Associated Professor of Climatology at University of Cape Town)
  • Adolfo Tribst Correa (Brazil Hydro)
  • Tomás Quisbert (Empresa Pública Social de Agua y Saneamiento (EPSAS)
  • Coordenador e moderador:
    • Mauro Nalesso – Banco Interamericano de Desenvolvimento (IDB)

Sessão 8.5 – (P) CLIMATE CHANGE Challenges for the water and sanitation sector in climate change scenarios

  • Sérgio Ayrimoraes – Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico
  • Paula Kehoe – San Francisco Water Power Sewer (SF WPS)
  • Denis Penouel – Syndicat interdépartemental pour l’assainissement de l’agglomération parisienne (SIAAP)
  • Mariana Nicolleti – Fundação Getúlio Vargas – FGV
  • Coordenador: Flávio Tröger – Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico
  • Moderador: Gustavo MENDEZ – Banco Interamericano de Desenvolvimento (IDB)
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